Após live, Janja é acusada de se autopromover com a máquina pública

A live realizada pela primeira-dama Janja Lula da Silva na noite desta terça-feira (7), no canal do Youtube TV Brasil Gov, administrado pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), gerou críticas por parte de parlamentares de oposição ao governo.

A transmissão, que tratou sobre a violência contra a mulher, contou com a presença da ministra da Mulher, Cida Gonçalves, e da apresentadora Lua Xavier.

Deputados federais e estaduais como Kim Kataguiri (União Brasil-SP), Felipe Camozzato (Novo-RS) e Daniel José (Podemos-SP) acusaram a primeira-dama de utilizar a estrutura pública para autopromoção, ao criar a “TV Janja”. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), por sua vez, comparou Lula e Janja a Nicolás Maduro e Cilia Flores, mencionando o programa que a primeira-dama venezuelana ganhou do marido em um canal estatal.

A assessoria de Janja preferiu não se manifestar sobre as críticas dos parlamentares. O foco das críticas está na licitude do uso das estruturas da TV Brasil pela primeira-dama, visto que até 2019, a EBC possuía um programa exclusivo para veicular conteúdos governamentais, a TV NBR, enquanto a TV Brasil veiculava assuntos de interesse público-educativo. No entanto, em abril de 2019, uma portaria da EBC, assinada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), unificou os dois programas e todo o conteúdo televisivo passou a ser transmitido apenas na TV Brasil.

A presença da primeira-dama em novas lives no mesmo formato, entrevistando ministros e outras autoridades do governo, já está programada, segundo a assessoria de Janja. É importante destacar que a discussão sobre a licitude do uso de estruturas públicas para autopromoção é um tema relevante e deve ser acompanhado de perto pela sociedade.

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